Vinil Jair Rodrigues - Orgulho de um sambista (1973) em Oferta na Shopee

Vinil Jair Rodrigues - Orgulho de um sambista (1973)

4.9
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🏪 Universal Music Store 📂 Discos de Vinil ❤️ Item favorito de 15 pessoas na Shopee 🕐 Atualizado em 14 de março de 2026

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Vinil Jair Rodrigues - Orgulho de um sambista (1973). “ORGULHO DE UM SAMBISTA”, O JAIR ODRIGUES DO ENREDO, DA VIOLA E DO CARNAVAL. Ele era a pessoa certa no lugar e na hora certa. Diz a lenda que o produtor Walter Silva, pioneiro DJ do programa “Pick-up do Picapau”, precisava substituir Baden Powell num show com Elis Regina e o Jongo Trio, agendado no Teatro Paramount, de São Paulo, no dia 10 de abril de 1965. E o escalado, o cantor Jair Rodrigues (de Oliveira, 1939-2014) casou sua exuberância com a precisão técnica de Elis e o balanço do Jongo (Cido Bianchi, piano, Sabá baixo, Toninho, bateria) e nasceu o sucesso “2 na Bossa”. Em disco, alcançou vendagem tão estrondosa que chegou ao volume 3, em 1967. Jair, que já vinha de inventar o rap nacional, em 1964, através de “Deixa isso pra lá”, com seu canto falado e a gesticulação abrasiva, até tentou a réplica, “Zig zag”, dos mesmos autores Alberto Paz e Edson Menezes, no primeiro “Dois na bossa”, porém não colou. Do encontro nascia também o histórico programa “O fino da bossa”, na TV Record comandado pela mesma imponderável dupla, porta estandarte da MPB, por dois anos e meio. Apesar do furacão musical que era a gaúcha branca de Porto Alegre, Elis Regina (1945-1982), o afro descendente Jair, nascido na interiorana paulista Igarapava, nunca se deixou intimidar no confronto de atitudes e êxitos. Se Elis levou para casa o troféu da única edição da Bienal do Samba, em 1968, com “Lapinha” (Baden Powell/ Paulo Cesar Pinheiro), ele venceu o Festival da Record, de 1966, interpretando “Disparada” (Theo de Barros/ Geraldo Vandré), que empatou com “A banda” (Chico Buarque), defendida por Nara Leão. E sua “Canção para Maria” (Paulinho da Viola/Capinan), ainda ficou em terceiro, enquanto a cantora estacionava no quinto posto, com o “Ensaio geral”, de Gilberto Gil. Fora da competição dos festivais, Jair também se destacou individualmente com o monumental estouro do samba “Tristeza” (Haroldo Lobo/ Niltinho), que do carnaval de 1966, fez até carreira internacional. E através de seus discos solo, incluindo o 14º, “Orgulho de um sambista”, aqui analisado, ele nunca parou de enfileirar sucessos. Como os anteriores “Triste madrugada” (Jorge Costa), “Casa de bamba” e “Pra que dinheiro”, ambas de um iniciante Martinho da Vila. Engraxate, mecânico e servente de pedreiro, em 1954, Jair morava em São Carlos quando começou a frequentar programas de calouros. O mesmo ambiente que percorreu na capital paulista, onde o ajudante de alfaiate da Alfaiataria Primor tirou o primeiro lugar num programa de calouros da rádio Cultura. Encarou o circuito das boates (Asteca, São Bento, Djalma, Urca e La Vie Em Rose) e debutou na rádio Tupi, em 1962. Um de seus primeiros discos celebrava o “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho, que comandou a seleção do bicampeonato mundial, no Chile e seria um de seus patrões na Record, três anos depois, onde ele triunfaria na carreira. Lançado em 1973, “Orgulho de um sambista”, produzido por Paulo Rocco, escoltado por grupos de estúdio como Cream Crackers, Quarteto JR e Coral do Zezinho, justifica o título em 12 das treze faixas. A exceção é o épico violeiro “O menino da porteira”, de Teddy Vieira e Luisinho (“Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino/ de longe eu avistava a figura de um menino/ que corria, abria a porteira e depois vinha me pedindo/ toque o berrante, seu moço/ que é pra eu ficar ouvindo”). Ele desvela a versatilidade do apelidado “Cachorrão”, capaz de plantar bananeira enquanto cantava (inventou também o break?), paradoxal cultor das amenas seresta e valsa. Mas neste LP, predomina o samba, em formatos diversos. Como o enredo, segmento de que Jair foi um dos precursores desde “Bahia de todos os deuses (Bala/ Manoel Rosa)”, em 1969, seguido por “Festa para um rei negro” (“pega no ganzê, pega no ganzá”), em 1971, e “Mangueira minha querida madrinha” (“Tengo tengo”), em 1972, os dois últimos de Zuzuca - todos do Salgueiro. Na fornada do atual LP, destacam-se o fervilhante “Lendas do Abaeté’ (Jajá/ Preto Rico/ Manoel), campeão pela Mangueira em 1973, e “Boi da cara preta (“Eneida, amor e fantasia”), mais um de Zuzuca, que perdeu na quadra, mas ganhou as ruas pelo refrão folclórico “Boi, boi, boi/ boi da cara preta/ pega essa criança/ que tem medo de careta”. Antes, em 1969, Jair projetou “O conde”, bela homenagem da dupla bolerista Jair Amorim e Evaldo Gouveia à porta bandeira Vilma, da Portela. Neste disco, ele singra “Terra azul”, outro samba enredo da dupla, escrito a convite da escola, dentro do tema “Pasargada”, baseado no poema do fabuloso Manuel Bandeira. E no estilo, há ainda no cardápio “As quatro estações do ano”, de Bidi e “Tem capoeira”, de Batista da Mangueira, entrançado por um solo de berimbau. Um pot-pourri curto repesca o megahit “Tristeza”, junto com a homônima de autoria dos baianos Edil Pacheco e Carlos Lacerda, apelidado “o governador dos teclados”,e a pré-sofrência “Ninguém sofre m